Tudo sobre trombone e o meio musical.

A Embocadura no Trombone de Vara 

Paulo Lacerda

Publicado na Revista Weril n.º 137

Embocadura Focalizada

Dentre os diversos tipos de embocadura, a focalizada (ver desenho) é a que considero menos nociva, pois é a que melhor direciona o ar através do tubo do amplificador trombone, sem apertar ou mesmo pressionar o bocal contra os lábios superior e inferior.



Com uma embocadura focalizada, poderemos melhor atingir todas as regiões do amplificador trombone, sem que ocorram mudanças exageradas ou bruscas da fôrma labial entre as regiões subgraves, graves, médias, agudas e superagudas. Assim o instrumentista/ trombonista poderá obter uma maior resistência e controle dos pequenos movimentos exigidos para os intervalos das regiões.



Uma Embocadura Saudável

Para o trombonista, os dois pontos mais importantes no processo de aprendizagem são o ar e a embocadura. Se o iniciante conseguir superar estes obstáculos logo nos dois primeiros anos de estudos, terá encontrado a solução adequada para a realização da tarefa principal, que é fazer música através do amplificador trombone. Minha experiência através dos anos me mostrou que o começo de qualquer aprendizado é sempre muito importante ­ no nosso caso o trombone de vara.

Muitas vezes iniciamos o estudo de forma desfavorável e isso pode nos acarretar empecilhos para a nossa carreira. Por isso, o estudante deve procurar um professor reconhecido, para que o mesmo possa orientá-lo nos primeiros anos do aprendizado.

É sempre bom lembrar que a presença do bom professor torna-se fator de decisão para a carreira profissional ou amadora. O fato de às vezes sermos amadores não significa tocar mal, mas sim não receber cachês como alguém que viva daquela profissão.

Enfim, espero que todos possam ter mais uma informação adequada sobre este tópico, tão vital para nós trombonistas.

 

Aprendendo a Tocar Trmbone

Queridos amigos e Trobonistas.
Devo ressaltar que este não é o melhor geito de se aprender! Mas eu acabo de receber um pedido pelo MSN de um menino chamado Júnior, ele me disse que tem um Trombone de Vara em casa, mas ele não sabe lêr partituras, perguntei a ele se não tem ninguém ali na cidade dele que não saiba de noções musicais, e ele disse que não encontra ninguém, mas eu vou tentar passar aqui por este Tutorial, pelo menos as noções, mas lembre-se, se esforce e procure um professor mais próximo. Para solucionar suas dúvidas.

1ª Parte - Claves


Existem várias claves no mundo da música:
 


Clave de Sol (Usada em Saxs,
Flautas, Trompetes etc..)
(Abaixo)(Na Clave de Sol, a nota sol se encontra na segunda linha [contando de cima pra baixo])



Clave de Fá (Usada em Trombones, Eufonios (Bombardino) entre outros ...)
(Abaixo)(Na clave de fá, a nota fá se encontra na quarta linha contando de cima pra baixo])

Clave de Dó (Usada em Violas, raramente em Trombones)(Na clave de Dó, a nota dó se encontra na terceira linha [contando de cima pra baixo])

 

Quando estamos lendo a música, é importante observar o tipo de clave para poder identificar corretamente as notas.

O Trombnista deve dominar a Clave de Fá logo de cara! A Clave de Dó e sempre bom o Trombonista dominar, pois em algumas partituras, o primeiro Trombone (geralmente a voz mais aguda), pode estar escrita na clave de Dó. Gilberto Gagliard, grande trombonista, escrevia o primeiro trombone na clave de Dó, como em sua transcrição que ele fez da Marcha Nupcial.

A Clave e Sol o trombonista deve conhecer um pouquinho sim, é sempre bom! Mas vamos dar mais ênfase a Clave de Fá!


2ª Parte - Pauta Musical ou Pentagrama

A Pauta Musical ou Pentagrama é a estrutura usada para o notação musical, constituída pelo conjunto de cinco linhas paralelas e eqüidistantes formando entre si quatro espaços.

 

 

As linhas e espaços são contados de baixo para cima.

 

São nestas linhas e espaços que escreveremos as notas dos sons musicais.

 

Linhas e Espaços Suplementares

 

Apenas a Pauta Musical com suas cinco linhas e quatro espaços não suficientes para anotar todos os sons nas várias alturas, por isso usamos linhas e espaços adicionais.

 

 

As linhas suplementares só aparecem quando necessário.

 

Notas Musicais

 

Notas são as anotações dos sons por meio de pequenos círculos (bolinhas) escritas na Pauta.

 

Os nomes das notas são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.

 

As notas se organizam em ordem gradual de altura (Escala), tanto na ordem ascendente ou descendente.

 

Ordem ascendente - subindo - ficando mais agudo (alto).

 

Ordem descendente - descendo - ficando mais grave (baixo).

 

 

As notas vão se repetindo em alturas diferentes por toda a extensão da escala do instrumento.

 

Claves

 

As notas são escritas nas linhas e espaços. Para convencionar o posicionamento delas na pauta usamos um sinal chamado Clave que se coloca no princípio da pauta.

 

Existe Três tipos de claves:

 

Clave de Sol

A Clave de Sol nos determina que a nota sol está na segunda linha da pauta, portanto podemos definir o posicionamento de todas as outras notas, que estão dispostas em ordem, como vimos acima, sendo escritas nas linhas e espaços.

 

A Clave de Sol é usada para os sons agudos.

 

Sons de instrumentos anotados na Clave de Sol: violino, trompete, saxofone alto, flauta, oboé, clarinete, cavaquinho, violão, etc.

 

Clave de Fá

A Clave de Fá determina a localização da nota Fá, anotada na quarta ou terceira linha, sendo a primeira a mais usada.

 

(Perceba que quando mudamos a clave mudamos o posicionamento das notas na pauta)

 

A Clave de Fá é usada para sons graves.

 

Sons de instrumentos anotados na clave de Fá: contra-baixo, sax tenor, trombone, violoncelo, tuba, fagote, etc.

 

Para se anotar os sons do piano é necessário o uso de duas claves. Veja exemplo abaixo, usando a Clave de Fá abaixo para os sons graves (das teclas da esquerda) e acima a Clave de Sol para os sons agudos (das teclas da direita), tendo entre elas apenas uma linha suplementar que anota-se o Dó central:

 

 

Clave de Dó

A Clave de Dó determina a localização da nota Dó, anotada na primeira, segunda, terceira e quarta linha. A mais usada é na terceira linha.

 

A Clave de Dó é usada para sons médios.

 

A Clave de Dó é de pouco uso. Anota-se nesta clave o som da viola.

 

Apesar de algumas pessoas acharem que a clave de sol se parece com uma letra "s" invertida, ela é uma evolução da letra G, que representa também a nota sol, assim como a de Fá a letra F e a de Dó a letra C.

 

Pratique:

 

Procure anotar no caderno de música a disposição das notas em cada tipo de clave.

 

Para uma boa leitura das notas é necessário que se pratique bastante a ponto de decorar a posição das notas na pauta e a sua localização no instrumento. O Solfejo é o principal exercício de prática.


 

fonte dessa parte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/musica/workshop/teo0002.htm

Anotações que não podem faltar!

Quando vamos tocar uma música, as notas devem ser bem organizadas. Para isso existem os compassos!

Compasso
 

Na notação musical, um compasso é uma forma de dividir quantizadamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos. Muitos estilos musicais tradicionais já presumem um determinado compasso, a valsa, por exemplo, tem o compasso 3/4 e o rock tipicamente usa os compassos 4/4,12/8 ou 3/4.

 

Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela. Os compassos são divididos na partitura a partir de linhas verticais desenhadas sobre a pauta. A soma dos valores temporais das notas e pausas dentro de um compasso deve ser igual à duração definida pela fórmula de compasso.

- Fórmula de compasso

Essa parte é complicadinha. procure pesquisar mais dela se não entender!

A fórmula de compasso é indicada no início da música por dois números.

O número superior mostra a quantidade de tempos no compasso, sendo três no caso acima.

 

O número inferior indica a figura musical que valerá um (unidade de tempo). Na tabela abaixo você poderá ver a relação entre números e figuras musicais.

Número Figura
1
2
4
8
16
32

Portanto, a fórmula de compasso indica que o compasso tem 3 tempos e que cada tempo é ocupado pela Semínima. Note que o número quatro indica a Semínima, porque ela vale 1/4 da Semibreve, que é utilizada como base.

 

Freqüentemente usamos os símbolos e para indicar os compassos 4/4 () e 2/2 ().


 



 

3ª Parte - Tom, Semitom e Acidentes Musicais
 

 

 


 

Definição de Semitom

Um Semitom (ou Meio Tom), é a menor distância entre duas notas. ex: dó+um meio tom= dó# (dó sustenido)

 


 

Definição de Tom

 

Tom, é o intervalo de dois semitons. ex: dó+um Tom= Ré


 

Acidentes

 

Os acidentes musicais são o sustenido (#) e o bemol (b). O sustenido indica meio tom acima de uma nota, e o bemol, meio tom abaixo de uma nota.

 

Para facilitar o entendimento dos acidentes musicais vamos pedir auxílio a um outro instrumento: o piano. A visualização das teclas do piano facilita em muito o entendimento e fixação dos acidentes, bem como facilita em muito a contagem do tamanho dos intervalos.

 

Assim, vejamos uma parte das teclas do piano:

(Para quem não entende essas letras abaixo, cada letra representa uma nota ex: C=Dó, D=Ré, E=Mi, F=Fá, G=Sol, A=Lá, B=Si, C=Dó)

 

 

As teclas do piano se repetem. Veja que após o B temos o C novamente (e antes do primeiro C também teríamos um outro B). Se contarmos o número do teclas entre que não se repetem (entre o primeiro C e o B), notamos que existem 12 teclas: 7 brancas e 5 pretas.

 

As teclas do piano são separadas por semitons, ou seja, pela menor unidade de tamanho de intervalo. Note que entre o C e o D existe uma nota preta! Na figura abaixo podemos entender melhor a relação entre as notas pretas e as brancas.

 

 

Tocamos a nota C na tecla branca. Mas se quisermos tocar uma nota meio tom acima da nota C, tocaremos a nota preta imediatamente posterior. Assim, estaremos tocando a nota C# (Dó Sustenido). Veja então que o sustenido indica a nota meio tom acima da nota dada (no caso, o C).

 

Já a nota D, tocamos também na tecla branca. Mas se quisermos tocar uma nota meio tom abaixo, iremos tocá-la na nota preta imediatamente anterior. Estaremos tocando a nota Db (Ré Bemol). Veja que o bemol indica a nota meio tom abaixo da nota dada (no caso D).

 

Pode-se notar que as notas C# e Db são tocadas na mesma tecla, portanto são a mesma nota! Ou seja, C# e Db são a mesma nota! Veja que o mesmo ocorre com o D# e o Eb.

 

Entretanto, na figura acima também está indicado que entre as notas E e F a distância é de meio tom. Isso ocorre pois não há uma tecla preta entre essas duas notas. Assim, E# é a mesma nota que F, e Fb é a mesma nota que E.

 

Se voltarmos na figura do teclado do piano completo, nota-se que as notas B e C também não possuem uma tecla preta entre elas, assim como E e F. Assim, B e C também estão separadas por meio tom.

 

Temos, abaixo, as notas completas do teclado do piano. Posteriormente esse quadro vai ser muito útil!

 

fonte: http://www.ericmartins.mus.br/teoria/tst.htm | obs: fiz muitas modificações.


 

4ª Parte - Armaduras de Clave

A escala maior de Dó e a escala menor natural de Lá, não possuem nenhuma nota alterada. Mas para se construir estas escalas, começando em quaisquer outras notas, é necessário que se altere (através do uso de acidentes) uma ou mais notas. Por exemplo, na escala de Sol Maior é necessário alterarmos a nota Fá com um sustenido. Se quisermos compor uma melodia em Sol maior, deveremos alterar todas as notas Fá. Para evitar que tenhamos que escrever tantos acidentes, usamos as armaduras de clave.

 

A armadura de clave é colocada no início de cada pauta, entre a clave e a fórmula de compasso.

No fragmento melódico acima todas as notas Fá são sustenidos. Se quisermos escrever um fá natural, devemos colocar o sinal de bequadro antes da nota.

 

As escalas com sustenidos em sua armadura de clave são as seguintes:

As escalas com bemóis em sua armadura de clave são as seguintes:

 
 

fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/teoria_musical/teoria_online/teoria_escalas/escalas_05.htm



Bom acho que com isso já da pra pegar um trombone e praticar. É lógico que a teoria musical não para por ai! Procure pesquisar mais sobre os assuntos.

Agora vamos pegar o Trombone.

Vamos começar pelo bocal.


 

- Embocadura:

Obs: essa parte de embocadura, eu já postei no Blog

clique e veja tente não sair dessa página, abra em outra aba ou janela: http://trombonedevara.blogspot.com/2008/10/embocadura-no-trombone-de-vara.html


 

Existem exercícios para praticar a embocadura, como a abelhinha, procure por vídeos na internet, porque é impossível de explicar isso por aqui =/! Obs: a abelhinha não é só no Trombone que se usa, trompetistas também praticam a abelhinha.

Depois da Embocadura, vamos conhecer a Vara do Trombone.

A vara do trombone é composta de 7 posições!


 


 

Os centímetros das posições são aproximadamente, depende muito do Trombone, trombonista, embocadura, afinação, etc...


 

Lembrando que para passar para este estágio de aprendizagem você deve saber ler na clave de Fá.

Notas nas posições na Vara

Para isso vou colocar uma imagem para que você possa entender melhor.


 

clique na imagem para amplá-la!

- Trombones de Vara Tenor e Baixo: Empunhadura, Postura e Função dos Rotores

 
 

Publicado na Revista Weril n.º 142

 

O trombone de vara, assim como os demais instrumentos, requer uma adaptação físico-motora do músico, afim de que seja executado com naturalidade e obedeça as exigências técnicas particulares de cada um. Portanto, antes mesmo de pensar na execução musical, é necessário ter consciência de que estará exercendo uma atividade física da qual resultará uma expressão musical. Assim sendo, faz-se necessário buscar condições físicas satisfatórias, para que se tenha uma boa produtividade nos estudos e na atividade elegida: a artística musical.

 

A família dos trombones de vara é constituída por vários modelos, sendo os mais usuais os trombones tenores e baixos. Outros modelos são o soprano, o alto e o contrabaixo. Dos três tenores, os modelos básicos são: tenor Sib (sem rotor) calibre médio com ø 12,70 mm e campana com ø 203mm, e o tenor Sib calibre largo com ø 13,90mm e campana com ø 216mm. Este modelo tem acoplado ao corpo da campana um conjunto de voltas tubulares que possibilita, ao acionar o gatilho, utilizá-lo em Fá, recurso responsável pela aproximação, por exemplo, das posições 6 e 7 para 1 e 2, bem como aumentar a extensão original do instrumento em uma quadra abaixo. O conjunto, quando acoplado ao instrumento original, torna-o um pouco mais pesado. O trombone baixo (com 2 rotores) Sib/Fá/Solb/Ré ou Sib/Fá/Ré/Si (com pompa adicional em Ré) calibre ø 14,30mm e campana com ø 241mm ou ø 267mm, tem um peso ainda maior do que o tenor com 1 rotor, pois possui 2 rotores correspondentes a 2 conjuntos de voltas tubulares, que alteram sua extensão em quase 1 oitava.

 

Para a boa utilização e proveito de todos estes sistemas, dois pontos são extremamente importantes:

 

A postura correta de corpo e mãos, como na foto abaixo.

 

 

. As diferentes empunhaduras, dependendo do modelo :

- para os trombones tenores Sib (sem rotor) e Sib/Fá (com 1 rotor)
- para os trombones baixos com a pompa normal (Solb) acionando os 2 rotores simultaneamente
- para os trombones baixos com pompa adicional em Ré acionando o 2º rotor independente

 

A variação da empunhadura nos trombones baixos, quando da utilização do 2ª pompa (adicional em Ré), é devido à necessidade de se ter o independente acionamento do 2° rotor ou o registro em Ré com o dedo anular, sendo que com o trombone com a 2ª pompa normal (em Solb), para se ter o registro em Ré, terá que estar acionado os dois rotores simultaneamente, permitindo maior firmeza e equilíbrio na sustentação do instrumento. Observe como o dedo indicador da mão esquerda funciona como escoramento, impossibilitando o desequilíbrio e o tombamento ao transpor para o lado esquerdo. Com estas variações de empunhadura, o instrumento também poderá estar mais apoiado na palma da mão esquerda, permitindo melhor acionamento dos rotores de forma independente ou simultânea. Deve-se levar em conta a necessidade de alongamento prévio e pós dos braços, pulsos e dedos, no caso do instrumentista passar longo tempo de sua atividade com o instrumento empunhado.

 

Nos trombones de vara, tenores e baixos com rotores, é possível a utilização destes recursos através de estudos específicos de acionamento dos mesmos, utilizando certas passagens ou combinações de intervalos primeiramente na mesma posição e, posteriormente, combinando com outras posições. Algumas passagens, na região da extensão original do trombone em Sib (sem a utilização do rotor), devem ser estudadas e preparadas em suas posições e combinações normais para que a digitação não se acomode à utilização contínua do rotor. Isto, para evitar que a execução fique comprometida, caso ocorra por algum impedimento ou incidente, a necessidade de tocar em um instrumento sem rotor. O trombone, quando utilizado com os rotores, passa a ter menos posições. Acionado o registro em Fá (rotor 1 tenor e baixo), dispõe somente de 6 posições. O trombone baixo com os dois rotores acionados dispõe de 5 posições. O trombone baixo, quando utilizado o 2º rotor independente com a pompa em Sol terá 6 posições. Já com a pompa adicional em Ré acionando somente o 2º rotor, obterá 5 posições. A prática de exercícios sistemáticos utilizando as várias combinações do rotor com notas executadas sem o mesmo, dará mais liberdade na utilização do sistema, proporcionando melhor qualidade musical em frases rápidas ou com intervalos mais distantes, principalmente na região média para a grave. O rotor também pode ser utilizado em trinados ou trilos em algumas regiões do instrumento.

 

 

 

 

História do Trombone de Vara

 

Originalmente desenvolvido na Alemanha foi chamado de Sackbut (literalmente "empurrar-puxar"), durante o século XV, o trombone foi o primeiro instrumento de metal que pôde tocar a escala cromática. Era utilizado principalmente nas igrejas, também executado em grupos de sackbut ao ar livre onde tocavam danças renascentistas.
Um instrumento sem igual o sackbut é diferente do Trombone moderno, devida a evolução e pesquisas ocorrida nas construções de instrumentos, sua campana aumentou o diâmetro a tubulação da vara também aumentou, fabricaram-se válvulas que facilitam a execução. A qualidade sonora do trombone se iguala em qualidade da voz humana, por isso foi considerado um instrumento sagrado.
Johann Sebastian Bach usou o trombone em 15 cantatas, durante o período Barroco foi firmada a família do trombone que são denominadas tal qual as vozes humanas ( soprano, contralto, tenor, baixo), o trombone soprando quase não se usa, pois fora substituído pelo Trompete já desenvolvido, o trombone contralto é mais usado em peças de orquestras fazendo parte do naipe ou como solista, os tipos de trombones mais usados são o tenor, baixo.
Com a morte de Bach ( 1750 ), o trombone perdeu um pouco de espaço nas composições. Os compositores Clássicos como Mozart e Haydn, usaram o trombone para peças de representatividade religiosa e sobrenaturais. Mas no século XIX, Beethoven somou na sua orquestra um trio de trombones na sua famosa Vª sinfonia, dali em diante os trombones aumentaram o poder sonoro das orquestras modernas, muitos compositores do século XIX, incluíram o trombone em suas orquestrações como: Wagner, Mahler, Bruckner, Brahms, etc... Mas Hector Berlioz fez referencia aos trombones em seu famoso tratado de instrumentação em ( 1843), que diz: "Em minha opinião, o trombone é a verdadeira cabeça da família dos instrumentos de metais. Pois sua nobreza é do mas alto grau; tem todos os tons sérios e poderosos da sublime poesia musical, acentos tranqüilos e imponentes com suas explosões selvagens. Dirigido pelo testamento do mestre , os trombones podem cantar como um coro de padres, articula suspiros sombrios, lamentos tristes, ou um hino luminoso de glorias;
No século XX, quando o jazz começou a crescer nos Estados Unidos, o trombone foi trazido para iluminar as orquestras de Glenn Miller e Tommy Dorsey, e com as Bandas militares cresceu em popularidade. Hoje, podemos encontrar trombones em Orquestras Sinfônicas, Filarmônicas, Orquestras de Baile, Bandas Militares, Bandas Escolares, além de conjuntos de Pop, Reggae, Jazz, etc...

 

 

 

 

 

 

 

 

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