Tudo sobre trombone e o meio musical.

Projeto Guri

Quem Somos

 

Com mais de 51 mil alunos distribuídos por todo o Estado de São Paulo, o Projeto Guri é considerado o maior programa sociocultural brasileiro. Desde 1995, oferece continuamente, nos períodos de contra-turno escolar, cursos de iniciação e teoria musical, coral e instrumentos de cordas, madeiras, sopro e percussão. É a principal ação coordenada pela Associação Amigos do Projeto Guri (AAPG), cuja missão é promover, com excelência, a educação musical e a prática coletiva de música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação.

 

Iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é atualmente administrado por duas organizações sociais ligadas à Secretaria de Estado da Cultura. Os 366 polos distribuídos em 310 municípios pelo interior e litoral do estado, com mais de 40 mil guris, são dirigidos pela AAPG, enquanto a gestão das unidades da capital, com 11 mil guris, é realizada pela Santa Marcelina Organização Social de Cultura. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural.

 

A Associação Amigos do Projeto Guri (AAPG), organização social de cultura, compartilha com a Secretaria de Estado da Cultura a gestão do Projeto Guri desde 2004. Além do Governo do Estado, conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas.

 

As empresas que queiram colaborar com a AAPG e contribuir para o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens podem usufruir de leis de incentivo fiscal como a Lei Rouanet e o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem contribuir. Para mais informações, clique aqui ou entre em contato com Mobilização de Recursos pelo tel. (11) 3862-3323.

 

Como funciona

 

Para participar do Projeto Guri, não é preciso ter conhecimento prévio de música, nem realizar testes seletivos. Basta ter entre 6 e 18 anos, procurar um Polo com disponibilidade de vagas e comprovar a freqüência à escola regular.

 

Ao ingressar no Projeto Guri, o aluno opta pelo aprendizado de um instrumento musical, de canto coral ou de ambos os cursos. Nas aulas são trabalhados os mais variados gêneros musicais, desde canções populares e músicas folclóricas a composições eruditas. Além de apresentar aos alunos novos estilos de música e manifestações culturais, a variedade de repertório trabalhada nos Polos mantém viva as raízes culturais da própria comunidade.

 

Nos Polos do Guri as atividades são sempre praticadas em grupo, o que estimula a participação dos alunos. Todos fazem parte de uma equipe que passa pelos mesmos desafios e aprendizado. Nas apresentações realizadas ao público, em pequenos, médios ou grandes eventos, o resultado é produto da dedicação do grupo e, ao mesmo tempo, também de cada um.

Para os jovens, participar do Projeto Guri significa unir aprendizado e satisfação. Por tudo isso, o ensino musical é a ferramenta escolhida pelo Projeto Guri para o cumprimento da sua missão de inclusão sociocultural.

 

Cursos de Instrumentos oferecidos no Projeto Guri

Cordas friccionadas:

 

Contrabaixo acústico

O contrabaixo se destaca por seu som extremamente grave e, sobretudo, pelo seu tamanho incomum (aproximadamente 1,80 m de altura). Foi criado provavelmente na Itália, no final do século XVI e se desenvolveu até adquirir a forma atual. Costumava ser muito utilizado em rituais religiosos, antes de ser incorporado pelas músicas populares. Atualmente, o contrabaixo acústico está presente em apresentações de bandas sinfônicas, músicas populares, folclóricas e jazz. Por conta da potência sonora que seu grave alcança, há quem diga que o som do contrabaixo não deve ser ouvido, mas sentido.


 Viola

 

Surgiu aproximadamente em 1500 na Europa, na mesma época em que o violino. É semelhante a ele, embora maior e de som mais grave e aveludado. Originalmente estava ligada ao ambiente popular, utilizada por músicos ambulantes. Por volta de 1750, por conta da ascensão da burguesia urbana, este e os outros instrumentos da família do violino foram gradativamente incorporados às orquestras. Hoje, a viola é um instrumento de orquestra sinfônica e pode ser utilizada nos mais diversos grupos musicais.


 Violino

 

Desenvolveu-se a partir de uma série de instrumentos pré-barrocos. Seu formato atual surgiu aproximadamente em 1600. O primeiro de que se tem notícia foi construído pelo luthier italiano Gasparo da Saló. Caracterizado por gerar sons predominantemente agudos, o violino era utilizado nas canções barrocas, sobretudo na Itália e Alemanha, mas espalhou-se pela Europa. Hoje em dia está muito presente em orquestras barrocas ou sinfônicas, na música de câmara e também na música popular. Pode executar uma gama muito ampla de estilos e gêneros musicais, o que faz com que o instrumento tenha uma enorme variedade de repertório.


Violoncelo

 

Criado em meados do século XVI, na Itália, cativa pela proximidade sonora que tem com a voz humana. Isto faz com que seja cada vez mais utilizado em composições de diversos gêneros musicais, como MPB, jazz, trilhas sonoras, música regional e até heavy metal. Com o compositor brasileiro Villa-Lobos foi criada a orquestra de violoncelos, existente no mundo até hoje. É um instrumento rico em efeitos, que apresenta ampla variedade em timbre e altura (variação do grave ao agudo). Cantores como Tom Jobim, Caetano Veloso e Bob McFerrin chegaram a produzir CDs em que o violoncelo se destaca, com a participação dos violoncelistas Yo Yo Ma e Jacques Morelenbaum.

 

Cordas Dedilhadas

Cavaquinho

Sempre esteve ligado às manifestações populares e folclóricas. É originário da Ilha da Madeira, antiga colônia portuguesa, quando era chamado de braguinho ou machete. Cavaco significa “restos de madeira”, mas ele se popularizou como cavaquinho, forma carinhosa de nomear o instrumento. Ainda hoje está ligado às canções populares e folclóricas, como samba, choro, forró e MPB. Sua sonoridade é aguda e, assim como o violão, pode ser utilizado em solos ou acompanhando outros instrumentos. A partir da década de 1950 passou a ser utilizado mais como instrumento solista. Apesar de ter alguma expressividade no Cabo Verde (ex-colônia portuguesa), e no Havaí (onde chama-se ukulele), somente no Brasil o cavaquinho está cada vez mais inserido na música popular.

 
Viola caipira
 

Derivada da vihuela, a viola caipira ganhou força na Península Ibérica (região de Portugal e Espanha) por conta das invasões mouras. De som agudo e melancólico, foi trazida ao Brasil pelos jesuítas nas primeiras expedições de colonização, durante a segunda metade do século XVI. Nessa época era utilizada no ensino de música religiosa e folclórica portuguesa para os índios, durante o processo de catequização. No Brasil, a viola caipira sofreu influência de diversas culturas e etnias, resultando em novos modos de tocar e ritmos típicos do nosso país, como o cururu, o cateretê e o recortado. Sempre muito utilizada na música de raiz e em orquestras de viola, atualmente está presente também em outros estilos musicais, como a MPB.


 Violão

 

A história do violão – um dos instrumentos mais difundidos em todo o mundo – tem início no século XVI na Espanha. Depois disso, passou por várias transformações até que, por volta de 1870, assumiu a forma atual por meio do trabalho do luthier Antonio Torres. Está presente em inúmeras culturas musicais, desde as mais diversas manifestações da música popular às salas de concerto. No Brasil, pela facilidade de adaptação a diferentes gêneros e estilos, o violão marca sua presença nas músicas do campo e da cidade (choro, samba, pagode, MPB, jazz). É um instrumento básico para a prática da música popular brasileira, utilizado como solista em bandas e orquestras. Seu som é intimista, com infinitas possibilidades de timbres e harmonias. Para quem se inicia na música, o violão é extremamente versátil.

 

Percussão

 

Dentro da família da percussão há muitos instrumentos musicais, o que proporciona diversas possibilidades sonoras. Alguns instrumentos são harmônicos e melódicos, como o vibrafone e o tímpano. Outros não têm notas com som definido, caso do pandeiro e do triângulo.

 
 

Muitas vezes o repertório da percussão é capaz de definir nações ou características culturais regionais. Quando escutamos forró, nos lembramos do nordeste. Quando ouvimos samba, lembramos do Rio de Janeiro, e assim por diante. E o mais interessante: os instrumentos têm uso diversificado nas mais variadas formações e  estão  presentes  em  orquestras, grupos tradicionais,  baterias
de escolas de samba, rodas de capoeira e muitas outras.

 

Sopro


 

Clarinete

 

Possivelmente descendente da charamela, instrumento bastante popular na Europa durante a Idade Média, o clarinete foi desenvolvido e aperfeiçoado nos séculos XVIII e XIX até chegar ao modelo atual. A partir de 1750 começou a fazer parte das orquestras. Atualmente tem sido muito utilizado na música contemporânea, folclórica e popular em todo o mundo. Ganhou popularidade com os jazzistas Benny Goodman e Artie Shaw, sendo também difundido pelas bandas militares. Versátil, apresenta inúmeras possibilidades sonoras devido à sua grande extensão, agilidade e variação de timbres. No Brasil, o clarinete está presente em choros, sambas, serestas e na MPB.


Eufônio/Bombardino

 

Bombardino designa o instrumento também conhecido por eufônio, que quer dizer “soar bem”. Considera-se que o eufônio surgiu na Europa no século XVI e chegou ao Brasil por meio da colonização portuguesa e, principalmente, com os imigrantes italianos. Seu som é doce, aveludado e cheio. Está presente em bandas marciais e grupos religiosos, além de orquestras sinfônicas e grupos de música de câmara.


 Flauta transversal

 

Um dos instrumentos mais antigos que se conhece, apareceu sob várias formas e tipos desde a época pré-histórica. Tem-se notícia de flautas de ossos de mamute que datam de 30 mil anos. Inicialmente era feita de materiais rústicos como o bambu, a cerâmica e a madeira, para depois passar a ser feita de metais como a prata, sendo algumas folheadas a ouro. Devido à sua versatilidade, a flauta está presente em composições eruditas, populares e folclóricas. Uma de suas características mais marcantes é o toque ágil, que permite a rápida execução de passagens sonoras. Seu som tipicamente agudo pode ser doce, delicado ou mais potente.


Saxofone

 

Surgiu em meados do século XIX, a partir da necessidade de um instrumento que criasse equilíbrio sonoro nas orquestras e bandas militares. Ao contrário da maioria dos instrumentos que têm origens em ossos (flautas) e chifres de animais (trompas), este foi concebido em 1846 por Adolphe Sax. Sua invenção foi incorporada e difundiu-se para outros países. Embora na Europa o sax esteja muito ligado às músicas de câmara e erudita, não costuma fazer parte das orquestras sinfônicas. No século XX, passou a ser fabricado nos Estados Unidos e tornou-se símbolo do jazz. No Brasil ele chegou pelas mãos de militares e religiosos e, no Rio de Janeiro, nossos compositores o "abrasileiraram". Por sua versatilidade e expressividade, pode ser utilizado nos mais diversos estilos musicais e grupos instrumentais.


Trombone

 

O registro concreto que se tem da sua existência é a partir do século XVI, quando era chamado de sackbut, que literalmente quer dizer “puxe-empurre”. Desde então, não mudou muito seu formato. Atualmente o trombone está presente em diversas formações, como orquestras sinfônicas, bandas e big bands. Tem um som robusto e cheio, possibilitando interpretar passagens musicais melodiosas e, se necessário, tempestuosas. Um efeito sonoro muito interessante que produz chama-se glissando, quando o músico continua a soprar enquanto move o êmbolo (vara), escorregando de uma nota para outra.


Trompete

 

O trompete como conhecemos hoje surgiu no final do século XVIII, mas os primeiros instrumentos datam de mais de dois mil anos. Uma das grandes transformações pelas quais passou foi a incorporação de três válvulas a pistão, o que deu ao instrumento a capacidade de executar composições diversas. No início do século XX, com o surgimento e a expansão do jazz, o trompete tornou-se muito popular, já que é um dos principais representantes deste estilo. Costuma estar presente em diversas formações, sejam orquestras sinfônicas, big bands, grupos de música popular, quintetos de metais, coretos de praça ou grupos de choro. De acordo com a situação, o trompete pode produzir sons ásperos, sinistros, brilhantes ou agressivos.

 


Canto coral

 

O coro parte do pressuposto de que todos podem participar e cantar. A voz é um dos instrumentos sonoros mais antigos e a prática do canto vem desde o Egito. Um coro pode ter várias formações: infantil, infanto-juvenil, juvenil, masculino, feminino, misto e da terceira idade. Pode ser classificado em naipes, incluindo sopranos (vozes agudas femininas), contraltos (vozes graves femininas), tenores (vozes agudas masculinas) e baixos (vozes graves masculinas). A partir do século XIX, o coro assumiu um caráter mais social, tornando-se aliado da educação musical por não requerer qualquer aquisição material. O repertório é formado por músicas escolhidas pelo grupo ou com a utilização de peças já existentes. O importante é a vontade de reunir as pessoas para cantar.

 

Orquestra

 

A orquestra sinfônica é um conjunto de músicos que tocam uma extensa variedade de instrumentos musicais, com ampla diversidade sonora, divididos em grandes famílias: cordas, madeiras, metais e percussão. Nos últimos três séculos, a composição de obras para orquestra tornou-se muito extensa e variada. Temos, como exemplo, grandes compositores como Mozart, Beethoveen e Villa Lobos, que escreveram obras-primas para orquestra sinfônica. Atualmente a orquestra executa obras tanto de compositores eruditos como populares.

 

 

 Iniciação musical
 

O objetivo do curso de iniciação musical é tornar o indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, além de desenvolver sua musicalidade, proporcionando as mais variadas vivências musicais possíveis. Com abordagem lúdica, visa fomentar o gosto pela música. Os recursos utilizados no curso são a canção, dança, percussão corporal, instrumentos de pequena percussão, instrumental Orff (desenvolvidos para uso infantil em sala de aula) e a flauta doce. O curso pretende também fixar bases musicais para o ensino vocal ou instrumental, por meio de atividades práticas de apreciação, execução e composição, baseadas na aquisição de habilidades técnicas elementares e na literatura.

 

 

Teclado

O curso de Teclado pretende desenvolver as habilidades específicas para a execução de músicas em piano ou teclado, por meio das atividades propostas por Maria de Lourdes Junqueira Gonçalves e Cacilda Borges Barbosa  nos volumes do livro Educação musical através do teclado. Também pretende desenvolver as habilidades da audição crítica,  interpretação e criatividade, por meio de atividades lúdicas baseadas no modelo (T)EC(L)A, de Keith Swanwick. 


 


 

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