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O Bombardino ou Eufonium

30/04/2011 23:27

 


 

 

 

O bombardino pertence à família das saxotrompas e foi inventado por Adolphe Sax no ano de 1848.

 

O bombardino é um instrumento bastante recente cuja história começa no século XVII.

Tal como toda a família das saxotrompas, o Bombardino tem como base o Cornetim, ao qual foi adicionado um sistema de pistões.

A invenção das válvulas/pistões, atribuída a Heinrick Stozel e a Friederich Blushmel, por volta de 1815, revolucionou o design dos instrumentos de metal. O sistema de válvulas foi um sucesso pois facilitou na afinação e na extensão do instrumento. Este sistema foi utilizado pela primeira vez em 1623 no Tenorbasshorn que era uma trompa idêntica ao Eufónio.

Em 1838, em Berlim, é inventada a Tuba Tenor por Carl Moriz. Entre 1842 e 1845 Adolph Sax produz a família das saxtrompas. Estes instrumentos de válvulas compreendem, entre outros, o Bombardino (Baritone Saxhorn) em Mi b e o Bombardão (Bass Saxhorn) em Si b.

Em 1843, em Weimar, sommer desenhou e produziu uma trombeta de válvulas com tubo largo, com a extensão do Barítono, à qual deu o nome de Euphonium, nome que mais tarde alterou para Baryton. Na mesma altura é inventado o Hellhorn. Este instrumento é um Barítono Baixo e extensão Tenor.

Na década de 1840 foi introduzido no mercado o Phonicon, instrumento similar ao Eufónio, mas com a campânula em forma da pêra.

Em 1859 e posteriormente em 1870 o professor Phasey, professor de Eufónio e Barítono, melhorou o Bombardino alargando o tubo.

É a partir da década de 1870 que o Bombardino assuma a sua estrutura actual

O eufónio (português europeu) ou eufônio (português brasileiro) ou bombardino é um aerofone da família dos metais.

O eufónio é frequentemente confundido com o barítono. Contudo, o barítono pertence à classe das saxotrompas (tubo mais estreito, bocal mais semi-esférico), enquanto o eufónio pertence à classe das tubas (tubo mais largo, bocal mais profundo).

O nome do instrumento provém da palavra Euphonium que significa “som bonito”. Assim é chamado por ter o timbre mais suave e “redondo” que o do trombone. Usualmente tem 4, 5 ou 6 válvulas e também é conhecido como tuba tenor. A sua extensão é semelhante à do trombone e à do fagote, alcançando 4 oitavas.

O eufónio é caracterizado por um timbre escuro, suave e delicado. O som do eufónio não consegue se destacar no meio de uma orquestra, por sua característica suave e madura. Além disso, a posição da campânula virada para cima, tendo a peculiaridade de misturar seu som com o dos outros instrumentos.

Geralmente os eufónios estão afinados em Si b e em Dó, tendo o eufónio em Dó um som mais áspero e brilhante. Este eufónio foi fabricado quase exclusivamente para Portugal.

O Sistema de Válvulas

Até à segunda metade do século XVII, os instrumentos de metal tinham uma grande limitação, era o facto de terem uma única série de sinfónicas em cada instrumento. Se um músico tivesse de tocar uma peça que estivesse na tonalidade de Sol Maior, ele teria que utilizar um instrumento que estivesse afinado na tonalidade de Sol Maior. Para evitar que os músicos tivessem de carregar instrumentos nas várias tonalidades ou dispositivos que alternassem a tonalidade, Helnrick Stozel e Friedrick Blushmel inventaram o sistema de válvulas, possibilitando, num só instrumento, tocar uma escala cromática e fazer transposições. A válvula é um dispositivo que, quando premido, desvia o ar, passando-o por um pequeno tubo extra, que baixa o registo do instrumento; a 2ª válvula baixa no registo meio tom; a 1ª válvula baixa um tom e a 3ª baixa um tom e meio. Com a série de três válvulas apenas, foi possível tocar uma escala cromática, abaixo representada, premindo as válvulas em sete combinações diferentes.

A 4ª válvula tem duas funções: a principal é o registo grave, a partir do Fá# o eufonista tem que usar a 4ª válvula. Esta também ajuda na afinação do Ré2 e Réb2.

O sistema compensado

O sistema compensado foi inventado pelo britânico David Blaikey em 1874, para que, no caso do eufónio, possa-se tocar uma escala cromática afinada ao utilizar o registo grave. Nos eufónios de sistema não-compensado, a 4ª válvula é a mais desafinada, sobretudo nas notas mais graves, em que estas chegam a estar meio tom mais altas. Nos eufónios com sistema compensado, é possível tocar uma escala cromática afinada. Esse sistema entra em acção quando o eufonista usa uma combinação da 4ª válvula com outra(s). Ao premir a 4ª válvula, o ar é canalizado de forma a passar por uma pequena extensão de tubo, baixando ligeiramente a afinação, e assim, resolvendo o problema da afinação das notas graves.

 

 

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